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Núcleo Segurança do Paciente
O HNSO conta com um Núcleo de Segurança do Paciente, formado por uma equipe multidisciplinar que planeja e desenvolve ações nos processos internos para que o paciente esteja seguro, do momento que chega ao hospital até a sua liberação.

São seis grandes áreas de atuação do núcleo:     
  • 1. Identificação do paciente

    Todo o paciente que chega ao hospital para realizar algum procedimento ou tratamento recebe uma pulseira branca de identificação. A pulseira de identificação é utilizada em hospitais de todo o mundo para minimizar a ocorrência de erros e evitar enganos. A sua utilização é um procedimento padrão. Ela garante que o paciente seja corretamente identificado e receba o cuidado a ele destinado, seja a administração de medicamentos, coleta de materiais para exame, transfusão de sangue, realização de procedimentos, entrega de dieta, entre outros.

    A equipe de assistência deve conferir a identificação do paciente antes de qualquer intervenção, da admissão do paciente até a sua alta. Em nosso hospital, os adultos recebem a pulseira ao ingressar no hospital. Já os recém-nascidos recebem duas pulseiras ao nascer, uma é colocada no punho e outra no tornozelo.

    Além da pulseira de identificação, os pacientes podem receber pulseiras coloridas que são alertas para pacientes que apresentam alergia, risco de queda, passaram por transfusão de sangue ou devem permanecer em isolamento.

  • 2. Prevenção de úlcera por pressão

    Úlceras por pressão, também conhecidas como úlceras por decúbito ou escara, são lesões de pele causadas pela interrupção sangüínea em uma determinada área do corpo, que se desenvolve devido a uma pressão aumentada por um período prolongado.

    Pacientes que apresentam úlcera por pressão ou possuem risco de desenvolvê-las merecem atenção especial em seu período de internação no HNSO. Sabemos que tais úlceras aumentam o tempo de internação e o risco de infecção, portanto, preveni-las é fundamental.

    Ao ingressar no HNSO, o paciente internado é avaliado quanto a existência prévia de úlcera ou o risco de desenvolvê-la. A enfermagem elabora, então, um plano de cuidados personalizado conforme a classificação de risco de cada paciente.

    Medidas como reposicionamento do paciente, redistribuição da pressão, utilização de materiais como colchão piramidal, almofadas e coxins são adotadas em casos onde o risco de úlcera seja identificado. Outras medidas como inspeção diária da pele, sua manutenção seca e hidratada bem como a adoção de dieta nutricional de refoço podem ser aplicadas. Medidas preventivas e curativas são empregadas a todos os indivíduos vulneráveis, independente da idade.

    Medidas padrão:

    * avaliação de úlcera por pressão na admissão de qualquer paciente (Escala de Braden)
    * reavaliação diária de risco de UPP em paciente internados


    Pacientes com risco:

    • Inspeção diária da pele
    • Manejo da umidade: manutenção da pele seca e hidratada
    • Otimização da nutrição e hidratação
    • Minimização da pressão (reposicionamento, redistribuição, mobilidade, utilização de colchão e almofadas)
    • Medidas preventivas conforme classificação de risco (estabelecimento de plano de cuidados)

  • 3. Segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos

    O Núcleo de Segurança do Paciente analisa e propõe diretrizes para o uso e administração de medicamentos que são seguidas por toda a equipe assistencial. O Núcleo busca evitar e reduzir erros no uso de medicamentos. Para isso, elabora diretrizes que cuidam desde a prescrição do medicamento(legibilidade, nome correto do remédio, via de administração, posologia) até sua administração.

    1. Padronização: divulgação junto a classe médica dos medicamentos padronizados com suas posologias.
    2. Prescrição: educação para a prescrição completa, clara e precisa.
    3. Dupla checagem: averiguação do medicamento e dosagem na farmácia interna e posto de enfermagem.
    4. Dupla checagem na administração (posologia, via de administração, diluição).
    5. Alinhamento de medicamentos: identificação dos medicamentos que o paciente está utilizando ao entrar no hospital, averiguando sua continuidade, suspensão, interação.

  • 4. Cirurgia segura

    O sucesso de uma cirurgia depende de muitos fatores. Entre eles, dos profissionais capacitados, ambiente e infraestrutura, equipamentos e materiais adequados para a realização de procedimentos e a adoção de medidas de verificação de segurança do paciente. Em todo o bloco cirúrgico do HNSO é aplicada a Lista de Verificação de Cirurgia Segura, definida pela Organização Mundial da Saúde. A Lista garante a identificação, comparação e verificação dos itens de segurança antes da realização de qualquer cirurgia, reduzindo o número de incidentes.

    A Lista de Verificação divide uma cirurgia em três fases. Em cada uma delas são checados vários itens de segurança. Antes da anestesia, por exemplo, a lista assegura a conferência da identificação do paciente (paciente correto), do procedimento a ser realizado (cirurgia correta) e a demarcação da lateralidade (local correto). São verificados também o funcionamento de monitor multiparâmetro e sua conexão com o paciente. Há ainda revisão da avaliação anestésica onde é identificado o risco de perda sanguínea, dificuldades nas vias aéreas e histórico de reação alérgica.

    Antes de iniciar a cirurgia é confirmada a administração de antimicrobianos profiláticos (antibióticos), o acesso aos exames de imagem e o plano de ação caso aconteça eventos críticos. Antes do paciente sair da sala, são identificadas as amostras coletadas e é revisto o plano de cuidados pós-operatórios e pós-anestésicos.

    Estas são alguns dos itens checados na cirurgia segura que incluem, ainda, a aplicação de medidas de encaminhamento do paciente ao bloco (retirada de adornos, tricotomia, conferência de sinais vitais, reserva de hemoderivados e de leito UTI, se necessário, entre outros) e validação da esterilização dos materiais que serão utilizados.

  • 5. Prática de higiene das mãos em serviços de saúde

    Uma simples atitude como lavar as mãos garante saúde no ambiente hospitalar. Muitas das infecções podem ser evitadas com esse gesto. As mãos são as condutoras de germes, por isso lavá-las e higienizá-las antes e depois de tocar um paciente ou local próximo a ele é fundamental.

    O HNSO realiza campanhas contínuas de incentivo a higienização das mãos, destinada a todos os funcionários e médicos. Alertas são feitos também aos visitantes e acompanhantes.

    Também são realizados treinamentos específicos sobre os 05 momentos de higienização das mãos.

  • 6.Prevenção de quedas

    O Núcleo de Segurança do Paciente do HNSO trabalha para reduzir o risco de queda dos pacientes internados. Um folder específico de alerta e infomação ao paciente e acompanhante foi elaborado e é distribuído na admissão do paciente que apresenta risco.

    Em todo hospital, o risco de queda é maior, pois acolhe pessoas com a saúde comprometida, pessoas com doenças que aumentam a pré-disposição à queda (demência, osteoartrite, hiperatividade) e pessoas que estão fazendo uso de medicamentos que alterar os sentidos como sedativos e anestésicos. Por isso, a equipe do HNSO está sempre alerta e orienta os pacientes para evitar quedas.

    Além de ditribuir o folder educativo, a equipe de assitência pode adotar medidas preventivas à queda como a adequação do mobiliário (afastar móveis que interferem no trajeto do paciente), utilização de dispositivos de auxílio à marcha (bengala, andadores, cadeira de rodas), programação dos horários de higiene (idas ao banheiro, banho), orientação no uso de vestuário e calçados adequados, entre outros.




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